Turismo

ZAMBÉZIA: Muária contabiliza ganhos do festival de Zalala.

Friday, 30/10/2015 | 08:59 CARVALHO Muária, ex-governador da província da Zambézia, foi quem há oito anos idealizou o Festival de Zalala. Ele e os seus colaboradores directos e indirectos pretendiam resolver um problema, nomeadamente a atracção de investimentos nacionais e estrangeiros para construir infra-estruturas turísticas, criar emprego e colectar receitas para os cofres do Estado.

O cenário mostrava-se difícil. Nessa altura, os turistas estrangeiros, vindos da Europa, América e Ásia, logo que chegassem em Maputo iam para as estâncias turísticas da capital do país, Gaza e Inhambane. Havia um vazio enorme na região centro, com a única excepção de Gorongosa. A seguir o destino dos turistas era Nampula e Pemba.

E a questão que se colocava muitas vezes entre os membros do Executivo e empresários locais era como colocar Zambézia na rota do turismo. Foi daí que se idealizou o Festival de Zalala.

Oito anos depois, o ex-governador da Zambézia Carvalho Muária diz que Zalala saiu do anonimato. Afirmou que um dos principais ganhos da realização do festival foi a asfaltagem da estrada Quelimane-Zalala.

Recordou que, no passado, o troço, numa extensão de 35 quilómetros, fazia-se de carro entre uma e duas horas, mas hoje o mesmo percurso é feito em 30 minutos. Acrescentou ainda que o número de hotéis, pensões e casas similares aumentou consideravelmente, o mesmo acontecendo com o de camas e disponibilidade de serviços de restauração.

“Qualquer turista ou família que quer passar momentos de  lazer não tem preocupação quanto à hospedagem”, disse o nosso entrevistado que indicou que, inicialmente, o Governo chamou a si a responsabilidade de organizar e promover o festival, mas agora o papel mais interventivo deve vir do sector privado.

Um outro ganho, segundo ainda Carvalho Muária, tem a ver com o facto de o festival também ser social e económico. Explicou que é social porque une as pessoas para conviverem num ambiente são e é económico porque tanto os hotéis, restaurantes, as barracas, bem como as famílias buscam renda durante o festival ao vender galinhas, roupa, amendoim, entre outros produtos.

Disse também que o Festival de Zalala já entrou no cardápio de opções para lazer e convívio de cidadãos nacionais e estrangeiros, porque sempre que chega Outubro de cada ano há muita gente que faz planos para ir àquele ponto da província da Zambézia.

fonte: jornalnoticias.co.mz

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