Sociedade

Sete moçambicanos detidos no Zimbabwe por envolvimento em caça furtiva

Thursday, 12/01/2017 | 09:23 Sete moçambicanos foram detidos, ano passado, pelas autoridades do Zimbabwe, indiciados do crime de caça furtiva, depois que a polícia e os fiscais da Autoridade Nacional de Gestão de Parques e Fauna Bravia (Zimparks) daquele país desencadearam uma operação conjunta.

 

 

 

 

 

 

Os cidadãos moçambicanos foram detidos numa operação que culminou também com a neutralização de outras 443 pessoas acusadas de caça furtiva. Entre os detidos constam cidadãos de diversas nacionalidades, com destaque para zimbabweanos, zambianos e sul-africanos.

A porta-voz da Zimparks, Caroline Moyo, citada numa notícia divulgada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), ontem, disse que as autoridades têm estado a apertar o cerco contra os caçadores furtivos, pelo que só ano passado 57 pessoas foram condenadas a penas de prisão por envolvimento daquele tipo de crimes. Segundo a mesma fonte, 211 casos foram investigados no decurso do ano transacto, tendo 116 sido concluídos.

As autoridades zimbabweanas disseram ter conseguido recuperar, na sequência das detenções, parte substancial dos bens conseguidos por via da caça furtiva, com particular destaque para 76 pontas de marfim, 179 peças diversas de marfim, 36 pangolins ainda vivos, oito troféus do mamífero e 22 armas de fogo.

As autoridades de Gestão de Parques e Fauna Bravia do Zimbabwe mostraram-se preocupadas com a tendência crescente de internacionalização do fenómeno, onde sindicatos da caça furtiva de outros países aparecem a operar em parceria com os locais, em particular os residentes de locais próximos das áreas de conservação. “Os caçadores furtivos de Moçambique operam no Parque Nacional de Gonarezhou e no Save Valley Conservancy, onde abatem elefantes. Ficou claro que a maioria dos casos de caça furtiva, ocorridos no interior, é perpetrada por membros dos sindicatos de grupos diferentes, que são contratados para formar quadrilhas maiores e organizadas”, disse Moyo, através de uma declaração emitida terça-feira.

De acordo com Moyo, a introdução de estratégias modernas de combate à caça furtiva, como o uso de drones e cães de faro vai contribuir para o combate a esta prática e ao comércio de espécies da fauna bravia nas áreas de conservação assim como nas fronteiras do país.

fonte: tve24.com

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