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União Europeia assinala 25 anos de cooperação com curtas-metragens

Monday, 28/05/2018 | 13:48 A União Europeia (UE) decidiu investir no desenvolvimento do cinema nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e em Timor Leste. Por isso, em 2017, financiou residência artística a seis jovens realizadores.

 União Europeia assinala 25 anos de cooperação com curtas-metragens 

Como culminar da residência, seis curta-metragens foram exibidas na Fortaleza de Maputo, na noite de sexta-feira. 

Na verdade, o processo que começou com o lançamento de um concurso para jovens realizadores dos PALOP e Timor Leste contou com 87 candidaturas. Desse universo, o júri seleccionou um projecto de cada país e os seis realizadores estiveram em Maputo durante 12 dias para uma oficina, na qual tiveram oportunidade de desenvolver suas ideias. 
Este programa é uma iniciativa da União Europeia para comemorar os 25 anos de colaboração entre aquela entidade, os PALOP e Timor Leste. Nesse sentido, os seis projectos tiveram um financiamento de 9 mil euros.

Sobre a iniciativa, Sven Kuehn Von Burgsdorff, Embaixador da União Europeia em Moçambique, disse que os documentários fazem muito sentido para a população moçambicana porque, assim, “podem comparar as suas realidades com as de Cabo Verde, Guiné Bissau ou Timor Leste. E esperamos que os jovens realizadores comecem a falar entre si, num intercâmbio artístico e intelectual para poderem crescer juntamente. É importante que os jovens realizadores mostrem as suas actividades artísticas. Sem o apoio da UE não teriam tal oportunidade”.
Na organização deste projecto de curtas-metragens esteve envolvida Diana Manhiça, quem considera: “Esta foi a oportunidade para a maioria dos realizadores filmarem a sua primeira curta-metragem, que foram exibidas em diversos festivais, em Moçambique, Cabo Verde, Bélgica, Brasil e Portugal, e que estão a concorrer a prémios”. 

Quando os jovens realizadores estiveram em Maputo, tiveram aulas – de produção, guião, realização, montagem, fotografia e som – com Sol de Carvalho, João Ribeiro, Licínio Azevedo, Orlando Mesquita e António Cabrita. 

O objectivo do projecto, esclareceu Sol de Carvalho, não é fazer filmes de grandíssima qualidade, mas pôr jovens a poderem trabalhar
Quem perdeu a exibição das curtas, na Fortaleza de Maputo, terá a oportunidade de as ver na Stv e na televisão pública. 

fonte: opais.sapo.mz

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