Saúde - Bem-Estar

O DESODORIZANTE QUE (NÃO) DEVE USAR

Thursday, 31/05/2018 | 14:09 Entre as várias fragrâncias e formatos disponíveis, há fórmulas mais adequadas para o seu tipo de pele e transpiração. Saiba quais são as que deve privilegiar.

O desodorizante que (não) deve usar

Transpirar é um mecanismo natural do organismo. Dependendo da predisposição genética e de fatores externos, como a temperatura ambiente, todos nós transpiramos, em menor ou maior quantidade. A transpiração é o resultado do funcionamento das nossas glândulas sudoríparas, que produzem o suor com vista ao reequilíbrio da temperatura corporal.

Existem inúmeras fórmulas que ajudam a combater este mecanismo, permitindo não só evitar o odor desagradável da transpiração, como reduzir a própria produção de suor. Distinguem-se, essencialmente, pelo perfume e modo de aplicação, mas também pela sua forma de atuação e eficácia. 

Desodorizantes ou antitranspirante?

Apesar de apresentação e aplicação idênticas, têm funções diferentes. Enquanto os desodorizantes evitam a proliferação bacteriana, controlando o odor desagradável da transpiração, os antitranspirantes são mais completos, pois perfumam a pele, têm sais de alumínio, que contraem os poros, e limitam a segregação de suor.

Estas fórmulas são as mais eficazes, contra a transpiração intensa, como no caso dos homens e desportistas. Contudo, são também as mais suscetíveis de causar irritações e alergias, especialmente em peles sensíveis. Já existem fórmulas que têm menor concentração desta substância e que são indicadas para os casos de transpiração leve ou média.

As fórmulas biológicas

São a melhor opção para as peles mais sensíveis. São mais naturais porque não têm os sais de alumínio que podem provocar irritações e/ou alergias. Estão também indicadas para peles que façam alergia aos sais de alumínio dos antitranspirantes tradicionais, e podem ser uma boa opção na puberdade. O mesmo não se aplica em casos de transpiração intensa, em que estas fórmulas estão longe de ser eficazes.

 Spray, roll-on ou creme?

O formato e a aplicação diferem, mas a composição é a mesma. O spray e o creme podem ser mais versáteis, uma vez que podem ser aplicados em diferentes zonas do corpo, como as axilas e os pés. Têm também a vantagem de poder ser utilizados por toda a família, pois não entram em contacto com a pele.

Já o roll-on é o formato ideal para as axilas, ao permitir espalhar o produto de forma uniforme pela pele. No entanto, só pode ser utilizado por uma pessoa, pois, ao entrar em contacto direto com a pele, transporta bactérias (patogénicas ou não).

Há risco de cancro da mama nos sais de alumínio nos desodorizantes?

A possível relação entre os sais de alumínio presentes nos desodorizantes e antitranspirantes e o desenvolvimento do cancro da mama não foi provada. 

Contra a transpiração será o botox solução

As infiltrações de botox (toxina botulínica) podem ser a solução para as pessoas que sofrem de hiperidrose (excesso de transpiração). Esta técnica consiste na administração de várias injeções na pele da zona a tratar, normalmente as axilas.

O botox diminui temporariamente a produção do suor e requer uma reaplicação ao fim de cada seis meses. O custo por sessão ronda, em média, os 400 €. Um valor que varia em função da clínica selecionada e/ou do profissional contratado.

4 regras que deve (mesmo) seguir

1. A pele deve estar limpa. Aplique o desodorizante ou o antitranspirante depois do banho.

2. Só deve reaplicar o produto, ao longo do dia, nos dias em que pratica exercício físico. Nestes casos, também deverá ser aplicado após o duche.

3. Evite aplicar à noite, antes de dormir, mesmo após o banho. O uso continuado pode causar irritações cutâneas ou alergias. À noite, depois do banho, «basta usar um creme hidratante para compensar a pele.

4. Evite aplicar após a depilação. A pele, além de estar sensibilizada, pode ter microtraumatismos e/ou lesões que aumentam o risco de irritação.

fonte: lifestyle.sapo.mz

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