Saúde

Moçambique discute melhores práticas de controlo da malária

Thursday, 28/06/2018 | 10:10 Mais de 400 pessoas, entre elas governantes de diferentes níveis, sociedade civil, pesquisadores e organizações regionais e internacionais em saúde discutem, esta quinta-feira na capital, as melhores práticas de controlo da malária, uma doença há muito declarada como problema de saúde pública.

Moçambique discute melhores práticas de controlo da malária

O evento contará com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, e o rei Mswati III, que actualmente preside a Aliança dos Líderes Africanos para a Malária, será representado pela ministra da Saúde do Reino de E-Swatini.

Durante o fórum, serão partilhados dados sobre a situação actual da malária em Moçambique, na região, em África e no mundo. “Isso vai nos permitir saber como é que estamos em relação a outros países. Teremos um momento em que vamos falar das abordagens multissectoriais, da responsabilidade e o papel que cada um de nós no controlo da malária. Vamos igualmente discutir a mobilização de recursos, porque todas as actividades que serão definidas vão precisar de recursos para a sua implementação”, explicou Baltazar Candrinho, director do Programa Nacional de Controlo da Malária.

O fórum nacional da malária acontece numa altura em que Moçambique regista um aumento de casos da doença. “Moçambique é um país onde a transmissão da malária acontece todo ano, com pico entre Dezembro e Abril. Ao longo do país a transmissão da malária é variável, mas neste momento estamos a registar um aumento de casos da doença”, disse Baltazar Candrinho, acrescentando que o fórum desta quinta-feira visa travar o aumento dos casos. Mas se os casos aumentam, os óbitos reduzem. No ano passado, o país registou uma redução de mortes por malária de 34 por cento, ao sair de 1685 óbitos em 2016 para 1114 óbitos em 2017.

“Há um registo notável de controlo da malária ao nível das unidades sanitárias e nas comunidades onde temos pessoal treinado para diagnosticar e tratar a doença”, reconheceu.

Ainda assim, a malária continua sendo a principal causa da mortalidade e internamento no país.

fonte: opais.sapo.mz

Comentário