Saúde

MISAU precisa de USD 300 mil por ano para combater lepra

Monday, 30/07/2018 | 10:10 Moçambique é um dos países que até o ano 2000 notificava, anualmente, mais de cinco mil novos casos de lepra.

 MISAU precisa de USD 300 mil por ano para combater lepra

No entanto, gradualmente, devido aos esforços das autoridades sanitárias e os seus parceiros, sociedade civil e outros, foi possível alcançar, em 2008, níveis de eliminação.

Nesta época, apenas uma pessoa em cada 10.000 habitantes é que tinha a doença, mas a cifra não foi alcançada de uma maneira uniforme em todas províncias como é o caso de Cabo Delgado, bem como alguns distritos das regiões centro e norte do país.

Analisando os dados dos últimos anos, as autoridades de saúde intensificaram as suas acções para eliminar a doença e em 2017 o Ministério da Saúde recebeu da Fundação Sasakawa apoio financeiro estimado em cerca de 150 mil dólares para aplicar e apoiar as zonas endémicas, ou seja as zonas identificadas com mais bolsas de lepra.

Segundo o Ministério da Saúde, o valor recebido não é suficiente. A instituição considera que para eliminar a doença, o sector da saúde precisa de cerca de 300 mil dólares, anualmente.

“Em 2015 foram notificados, 1.335 casos novos de lepra e identificados 23 distritos endémicos, principalmente nas regiões centro e norte do país. Já em 2017, com o incremento das actividades de busca activa, o número de casos novos notificados aumentou, tendo sido registados 1.926 casos novos contra 1681 de 2016”, disse Francisco Guilengue, representante do MISAU.

A fonte acrescentou que como resultado do aumento e melhoria das intervenções comunitárias, o número de novos casos em 2017 aumentou em mais de 15 por cento, isto é, em 2017 foram notificados 1926 casos novos contra 1681 de 2016 e o número de distritos endémicos aumentou de 34 para 44 distritos com destaque para as regiões norte e centro do país, principalmente a província de Nampula, onde os casos duplicaram, o que evidencia existência de casos de lepra não diagnosticados e sem tratamento nas comunidades.

Ainda de acordo com o representante do Ministério da Saúde, Francisco Guilengue, nos primeiros seis meses de 2018, foram registados 951 casos novos de lepra em todo o país contra 684 de 2017 com uma evolução de 39 por cento comparativamente ao ano transacto, tendo a província de Nampula notificado o maior número de casos, isto é, 553 seguida de Zambézia com 121 e por fim a província de Cabo Delgado com 84 casos novos.

As autoridades prevêem aumento de casos novos de lepra com a realização de mini campanhas nas províncias que registam algumas bolsas de lepra, nomeadamente Niassa, Tete, Sofala e Gaza.

O Ministério da Saúde diz que, actualmente, o país ainda continua a registar alguns distritos com bolsas de lepra principalmente nas regiões centro e norte. Várias actividades estão a ser realizadas com destaque para a busca activa dos suspeitos, envolvendo activistas comunitários, voluntários, pessoas afectadas pela lepra organizadas em grupos de auto-cuidados e adesão comunitária.

fonte: opais.sapo.mz

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