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LAM “de olho” nas oportunidades trazidas pelo período eleitoral

Tuesday, 28/08/2018 | 09:27 Passa mais de um mês depois que João Carlos Jorge foi colocado em frente dos destinos das Linhas Aéreas de Moçambique.

LAM “de olho” nas oportunidades trazidas pelo período eleitoral

 Para já, de entre outros planos que tem na manga, é aproveitar o período eleitoral que se aproxima para maximizar os rendimentos da empresa que já sufocada pelas dívida.

Falando em entrevista ao jornal “O País”, João Carlos diz que o investimento para fazer face ao grande movimento que será trazido pelas eleições autárquicas deste ano. Entretanto, devido às limitações financeiras, neste momento não pode pensar em comprar novas aeronaves. Por isso “estamos a ir buscar um equipamento adicional em princípio temporário e só depois é que vamos ver a possibilidade de ir buscar a mais longo prazo”.

Com estes investimentos, espera resolver um dos maiores problemas que a empresa tem: custos operacionais maiores do que os rendimentos. Neste assunto, o dirigente diz que está a trabalhar afincadamente para reverter a situação.

“Já começámos a nos livrar de algumas despesas que tínhamos. Embora não possamos detalhar agora, podemos esclarecer que são essencialmente os custos que nós tínhamos com a manutenção de infra-estruturas. Já estamos a nos desfazer de algumas responsabilidades que tínhamos e que não queremos continuar a ter”, explicou João Carlos Jorge para mais tarde acrescentar que “os resultados numéricos só podem ser notáveis ao fim de três meses da nossa estrutura”.

Uma saída que outras empresas usam numa situação em que enfrentam dificuldades financeiras é a redução dos seus trabalhadores, mas esse não é o plano da direcção das Linhas Aéreas de Moçambique, pelo menos não para já.

“Obviamente que é um momento crítico que estamos a passar na empresa, mas nós queremos, a todo o custo, manter a nossa força de trabalho que é muito válida, mas grande”, argumenta João Carlos, assumindo que para todos os efeitos, “queremos preservar esse investimento que fizemos na força de trabalho”.

Outra preocupação que o dirigente mostrou desde os primeiros dias da sua direcção é o facto de a companhia de bandeira estar a ser sufocada por dívidas com fornecedores e bancos comerciais.

Neste momento, diz que estão em um estágio muito avançado as conversações com os bancos os quais a empresa deve, mas “ainda não se pode dar detalhes sobre isto, porque a empresa ainda não decidiu divulgar”.

O dirigente diz ainda que uma das grandes vantagens que a firma leva é o facto de ter do seu lado o governo, embora “não possa dar apoio financeiro devido ao momento”.

Para finalizar o processo de reestruturação da companhia, o Governo deu 18 meses à nova direcção das Linhas Aéreas de Moçambique.

fonte: opais.sapo.mz

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