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Avenida projecta ciclo de cinema com filmes de Ingmar Bergman

Tuesday, 19/02/2019 | 11:35 Nas próximas semanas, o Teatro Avenida e a Escola Sabura, novo centro cultural de Manuela Soeiro, vão promover um ciclo de cinema. Entre as obras cinematográficas seleccionadas constam oito de um dos grandes realizadores do séc. XX, Ingmar Bergman.

Nas próximas semanas, o Teatro Avenida e a Escola Sabura, novo centro cultural de Manuela Soeiro, vão promover um ciclo de cinema. Entre as obras cinematográficas seleccionadas constam oito de um dos grandes realizadores do séc. XX, Ingmar Bergman, e quatro de outros cineastas sobre quem o artista teve uma grande influência: Woody Allen, Lars Von Trier, Soderbergh e Fassbinder

A inauguração do ciclo está marcada para esta terça-feira, quando forem 18h, no Teatro Avenida, na cidade de Maputo, e o filme escolhido para o efeito é “Fany e Alexander”, de Bergman, premiado, em 1984, com o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.

A anteceder a projecção do filme do realizador e dramaturgo sueco, a sessão cinematográfica prevê intervenção do poeta António Cabrita, que se vai dirigir aos espectadores com a pretensão de estabelecer uma corrente pedagógica e dizer o que lhe parece pertinente, quer para acentuar aspectos temáticos que tornaram o filme importante, portanto realçando o contexto, quer para chamar a atenção para aspectos formais da linguagem do cinema que estão para além dos conteúdos.

A exibição dos filmes acontecerá uma vez por semana, sempre às 18 horas de terça-feira, o que inclui uma conversa sobre a obra levada à grande tela, com convidados destacados para o efeito. Além de “Fany e Alexander”, no Avenida serão ainda projectados outros títulos de Ingmar Bergman, por exemplo, “O desejo”, “Persona”, “Lágrimas e suspiros”, e, claro, “O sétimo selo”.

Na percepção de António Cabrita, Bergman é uma espécie de Shakespeare sueco, no sentido da prolixidade, da diversidade e da dimensão existencial das suas obras. “Um homem que reflecte nas suas obras sobre os problemas de que padecem todos os homens e uma certa condição social que marcha para o desenvolvimento”. E o escritor português acrescenta: “as suas personagens particulares ganham uma universalidade que ressoam da Manchúria à Argentina, com volta pelo Japão e Madagáscar”. Por isso mesmo, “como os moçambicanos têm todos cinco orifícios corporais, o mesmo número de ossos que os demais habitantes do planeta, um idêntico cagaço perante a morte, a mesma reacção face à discrepância entre os sonhos de cada um e a realidade, ou semelhantes atritos de vaidade e as mesmas variantes no que toca à ambição e à ética, sofrendo dos mesmos contrastes em tudo o que se relacione com os curto-circuitos entre o amor e o desejo, julgo que qualquer pessoa inteligente encontrará identificação nas histórias do Bergman. Além disso são tão bem estruturadas e bem escritas que merecem ser desfrutadas por todos”, garante Cabrita.

As entradas ao ciclo de cinema em causa são livres, graças ao apoio da Embaixada da Suécia em Maputo.

fonte: http://opais.sapo.mz/avenida-projecta-ciclo-de-cin

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