Sociedade

Idai: Governo cria programa pós-calamidade para recuperar zonas afectadas

Quarta-feira, 03/04/2019 | 10:14 O Governo aprovou hoje a criação do Programa de Recuperação Pós-Calamidade (Prepoc) para a recuperação social e económica das regiões afectadas pela passagem do ciclone Idai, anunciou a porta-voz do Conselho de Ministros.

O Governo aprovou hoje a criação do Programa de Recuperação Pós-Calamidade (Prepoc) para a recuperação social e económica das regiões afectadas pela passagem do ciclone Idai, anunciou a porta-voz do Conselho de Ministros.

"O objectivo do Prepoc é estabelecer um programa de reconstrução pós-calamidades", disse Ana Comoana, porta-voz do Conselho de Ministros.

Ana Comona falava a jornalistas no fim da 11.ª sessão do Conselho de Ministros, que foi alargada a governadores, administradores e autarcas das regiões afetadas pelo ciclone Idai.

O Prepoc será baseado em princípios, abordagem e estratégias orientadas para uma rápida recuperação do tecido social, atividade produtiva e a reabilitação e reconstrução acelerada de infraestruturas, explicou a porta-voz do Governo moçambicano.

O programa terá três etapas: busca, salvamento, resgate e assistência, recuperação rápida durante e após as calamidades e a reconstrução das infraestruturas.

O custo da execução do programa poderá ter um orçamento "elevado", a avaliar com os danos, disse Ana Comoana, sem, no entanto, avançar números.

O programa de reconstrução deverá, igualmente, ter em conta o processo de ordenamento territorial.

"São aspetos que tem a ver com o ambiente, estado dos solos que vão orientar a afetação dos espaços definitivos através de técnicos e peritos especializados e construção de vilas resilientes", acrescentou.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué a 14 de Março.

O número de mortos provocados pelo ciclone Idai e as cheias que se seguiram subiu para 598, anunciaram hoje as autoridades moçambicanas.

O número de pessoas afectadas pelo ciclone Idai em Moçambique subiu, relativamente ao último balanço, de 843.723 para 967.014, o que corresponde hoje a 195.287 famílias.

O grupo de pessoas afectadas inclui todas aquelas que perderam as casas, precisam de alimentos ou de algum tipo de assistência.

As autoridades actualizaram também o número de casas totalmente destruídas que ascende agora a 62.153, 34.139 parcialmente destruídas e 15.784 inundadas, sendo que a maioria são habitações de construção precária.

fonte: https://noticias.sapo.mz/actualidade/artigos/idai-

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