Sociedade - Economia

Capital Economics: Produção de milho em Moçambique deve cair mais de 15%

Friday, 05/04/2019 | 10:08 A consultora britânica Capital Economics considerou hoje que a produção de milho em Moçambique deve cair mais de 15% este ano devido aos efeitos do ciclone Idai, antecipando um aumento dos preços alimentares a nível global.

A consultora britânica Capital Economics considerou hoje que a produção de milho em Moçambique deve cair mais de 15% este ano devido aos efeitos do ciclone Idai, antecipando um aumento dos preços alimentares a nível global.

"As condições de produção devem também deteriorar-se em Moçambique", escrevem os analistas numa nota sobre a produção agrícola a nível mundial, na qual escrevem que "o efeito do recente ciclone Idai vai provavelmente resultar numa queda maior do que os 15%" antecipados pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos, que apresenta mensalmente estatísticas sobre a evolução da agricultura a nível mundial.

"A recuperação na produção agrícola vai ajudar a apoiar a aceleração económica no Quénia e na África do Sul, mas o setor deve abrandar noutras partes do continente africano, particularmente na Zâmbia e em Moçambique, na sequência do ciclone", lê-se no documento enviado hoje aos investidores, e a que a Lusa teve acesso.

As alterações na produção alimentar, que os analistas dizem ir acontecer este ano, "vão provavelmente abrandar a inflação no Quénia e na África do Sul, e aumentar a subida dos preços na Zâmbia e em Moçambique", acrescentam, notando, ainda assim, que "o efeito não deve ser muito pronunciado".

Estes dois países, concluem os analistas, "vão certamente ficar dependentes de importações" no seguimento do ciclone Idai, que afetou três países da África Austral em meados de março.

O número de pessoas afetadas pelo ciclone Idai e pelas cheias em Moçambique subiu para 1,4 milhões, segundo os dados atualizados hoje pelas autoridades moçambicanas.

O grupo de pessoas afetadas inclui todas aquelas que necessitam de algum tipo de assistência, que podem ter pedido casas ou necessitar de alimentos.

A atualização de hoje mantém o número de mortos em 598 e o total de feridos em 1.641.

fonte: https://noticias.sapo.mz/economia/artigos/capital-

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