Sociedade - Economia

Banco central prevê redução do crescimento económico para 2% em 2019

Friday, 10/05/2019 | 10:01 O Banco de Moçambique prevê um crescimento económico do país de cerca de 2% este ano, uma quebra face ao ano anterior devido ao efeito das calamidades naturais e incertezas associadas às eleições gerais de 15 de outubro.

O Banco de Moçambique prevê um crescimento económico do país de cerca de 2% este ano, uma quebra face ao ano anterior devido ao efeito das calamidades naturais e incertezas associadas às eleições gerais de 15 de outubro.

"O Produto Interno Bruto (PIB) deste ano será à volta de 2% (de crescimento), ficaremos abaixo dos 3,3% registados no ano passado", afirmou Felisberto Navalha, administrador do Banco de Moçambique, falando em Maputo, na conferência "Conjuntura atual e perspetivas económicas 2019".

Felisberto Navalha adiantou que a inflação média poderá acelerar ligeiramente devido ao impacto negativo das calamidades naturais sobre a oferta, mas terminará com uma taxa de um dígito.

"Teremos uma inflação na casa de um dígito, o que é razoável, tendo em conta a meta de convergência da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês), que é de 7%", acrescentou Felisberto Navalha.

Por seu turno, o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, Ari Aisen, também estimou um abrandamento no ritmo de crescimento este ano, mas anteviu uma recuperação em 2020.

"Vai haver um crescimento inferior este ano, mas vai haver uma recuperação muito forte já em 2020", disse Aisen.

O FMI, prosseguiu, ainda não mediu a magnitude da reação do PIB ao efeito das mudanças climáticas.

Ari Aisen apontou igualmente para o incremento de preços devido à destruição de culturas agrícolas provocada pelo ciclone Idai na região centro, mas manifestou otimismo em relação a 2020.

Enilde Sarmento, do Ministério da Economia e Finanças de Moçambique, disse que o Governo está a finalizar o levantamento das necessidades de reconstrução dos danos provocados pelas calamidades naturais, assinalando o imperativo de assegurar um rápido financiamento para permitir a retoma da atividade económica e da produção.

"O setor da agricultura é o que ficou mais afetado, cerca de 14% da área planeada para cultivo foi destruída, mas também tivemos prejuízos nos setores de transportes e comunicação e serviços", afirmou Enilde Sarmento.

O governo está a ponderar atribuir incentivos fiscais e isenções ao setor privado para favorecer uma mobilização de recursos que permita a recuperação do tecido empresarial afetado pelas calamidades naturais, acrescentou.

Moçambique foi assolado por dois ciclones em menos de duas semanas, entre março e abril, o Idai no centro e o Kenneth no norte.

fonte: https://noticias.sapo.mz/economia/artigos/banco-ce

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