Saúde

Dieta ortomolecular: como funciona? É saudável? Vale a pena?

Sábado, 11/05/2019 | 08:29 Dieta ortomolecular: como funciona? É saudável? Vale a pena?

Dieta ortomolecular: como funciona? É saudável? Vale a pena?

Para compreendermos adequadamente os conceitos que envolvem a dieta ortomolecular precisamos recorrer aos primórdios da medicina ortomolecular. Considerada uma disciplina “alternativa”, ela visa, por meio da suplementação nutricional, garantir um estado de plena saúde.

Fundamentando-se na ideia de que, quando o corpo está doente, ele reflete suas deficiências, a medicina ortomolecular sustenta que, se fingirmos que a enfermidade não existe, garantiremos que o nosso corpo seja um ambiente perfeitamente saudável.

Sendo assim, o tratamento de doenças é destinado a corrigir desequilíbrios e deficiências a partir da bioquímica natural, isto, por meio da administração de substâncias naturais, tais como vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos graxos etc.

Para ajudar você a se decidir se aderir a uma dieta ortomolecular realmente vale a pena, apresentamos, ao longo deste artigo, as principais informações sobre o assunto. Boa leitura!

Origens
O termo ortomolecular vem do grego “orhtós” (que significa direito, reto, justo, exato) e do adjetivo molecular (pertencente às moléculas), diminutivo de “moles” (massa). A palavra refere-se, portanto, à quantidade exata ou correta.

Foi o cientista Linus C. Pauling, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 1954 e do Prêmio Nobel da Paz em 1962, o primeiro a usar esse termo em seu artigo “Ortomolecular Psychiatry”, publicado na revista Science em 1968.

Na obra, Pauling definia a disciplina como uma terapia que conserva a saúde humana e trata as doenças alterando a concentração das substâncias que estão presentes no corpo.

Como a dieta ortomolecular funciona?
A medicina ortomolecular lembra-nos que o nosso corpo armazena gordura quando ingerimos mais calorias do que o necessário. Essa gordura é a fonte de energia que compõem as nossas reservas corporais.

No entanto, existem alguns fatores que podem alterar esse processo e nos levar ao sobrepeso, tais como o stress, a falta de sono, os maus hábitos alimentares, os problemas hormonais, os distúrbios psicológicos etc.

De fato, a obesidade está se tornando um dos maiores problemas sociais, aumentando os índices de mortalidade. Ante essa realidade, a medicina ortomolecular decidiu investigar os efeitos de sua terapia sobre indivíduos nessas condições.

Os resultados apontaram para a necessidade de estabelecer uma dieta ortomolecular personalizada para cada paciente, bem como modificar seu estilo de vida combinando-o com a ingestão regular de suplementos nutricionais.

Exemplo de dieta ortomolecular
A dieta ortomolecular busca corrigir certos aspectos da alimentação para reduzir o risco de sofrer obesidade ou sobrepeso. Em um primeiro momento, você deve modificar os hábitos alimentares que são prejudiciais à sua saúde.

Uma vez instaurados os novos hábitos, você deve começar com a suplementação nutricional de vitaminas, minerais, aminoácidos e fibras para melhorar o funcionamento do metabolismo.

Lembre-se de que a dieta ortomolecular deve ser, sempre, adaptada para cada paciente e supervisionada por um médico ortomolecular. O objetivo dessa dieta consiste em ajudar a corrigir certos problemas hormonais e desequilíbrios que estão causando o aumento de peso.

Para fazer isso, você deve promover a desintoxicação do seu organismo, o que motivará a redução do seu peso e contribuirá para manter o metabolismo em níveis adequados e saudáveis para acelerar o processo de emagrecimento e reduzir a sensação de fome ao longo do dia.

Os níveis de ansiedade também experimentam uma drástica redução, seguida de uma maior sensação de saciedade.

A dieta ortomolecular vale a pena?
A comunidade científica não possui estudos que comprovem a eficácia da medicina e, consequentemente, da dieta ortomolecular. Portanto, os seus princípios não são atualmente testados em terapias farmacológicas.

Não obstante, seus entusiastas e praticantes alegam reiteradamente diversos benefícios da suplementação nutricional e da dieta ortomolecular, apoiando-se em realizados pela ciência médica acerca da utilização de vitaminas para o tratamento de algumas enfermidades.

A dieta ortomolecular refere-se, de modo geral, às dietas que seguimos no Ocidente, classificando-as como insuficientes a nível nutricional. Sendo assim, afirmam que precisamos de suplementação para prevenir doenças.

Entre os argumentos preferidos encontra-se a afirmação de que não mais comemos como homens primitivos; que estes não sofriam de doenças degenerativas porque conseguiam obter todos os nutrientes.

Sem embargo, os defensores da dieta ortomolecular não mencionam que, nos dias se hoje, consumimos grandes quantidades de alimentos processados (industrializados), sendo bastante razoável supor que eles podem ser a causa de certas deficiências e anomalias que acometem os indivíduos.

Contudo, se estendermos essa crença ao fato de que os homens primitivos não ingeriam esse tipo de alimento, é forçoso lembrar que eles também não suplementavam suas refeições como os praticantes da dieta ortomolecular.

A dieta ortomolecular é saudável?
Embora possa parecer uma boa ideia buscar novas formas de suplementar a nossa alimentação, na prática, o excesso de vitaminas, minerais, aminoácidos e outros nutrientes pode ter consequências negativas em nossa saúde.

Esse é precisamente o caso das dietas proteicas que, atualmente, estão “na moda”. Um consumo excessivo de proteínas pode ter efeitos prejudiciais em nosso corpo, levando ao surgimento, por exemplo, de doenças renais.

O mesmo se dá com doenças derivadas do excesso de vitaminas, já que o organismo não metaboliza e não pode descartá-las. Algumas vitaminas administradas em altas doses têm sido associadas a um aumento de doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer e, até mesmo, à morte.

A ciência médica, de modo geral, garante que é altamente recomendável a manutenção de uma dieta balanceada que contenha e aporte ao organismo todos os tipos de nutrientes, vitaminas e minerais.

Isso, combinado com a prática regular de exercícios físicos moderados é, segundo os cientistas, a chave para manter a saúde e evitar o aumento de peso.

A partir do aconselhamento científico é indicado uma dieta equilibrada ou equilibrada que contenha e contribua para o nosso organismo todos os tipos de nutrientes, vitaminas e minerais. Isso, combinado com o exercício físico moderado, é a chave para hábitos de vida saudáveis ​​que nos ajudam a manter nossa linha.

Além disso, ainda que outros nutrientes possam parecer inofensivos ao nosso corpo, a maneira como os consumimos pode ser muito prejudicial à nossa saúde.

Cumpre ressaltar a imperiosa necessidade de recorrer às orientações de um médico especialista (nutrólogo, endocrinologista ou nutricionista) antes de iniciar qualquer dieta ou tratamento para emagrecer. Essa alternativa é, certamente, melhor do que seguir orientações, como no caso da dieta ortomolecular, carentes de comprovações científicas.

fonte: https://tudoela.com/dieta-ortomolecular/

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