Sociedade

Frelimo e Renamo divergem sobre acusações de manipulação do recenseamento eleitoral

Tuesday, 14/05/2019 | 10:41 A Frelimo considerou uma "falácia" a acusação de que o recenseamento eleitoral está a ser manipulado a seu favor, enquanto a Renamo defende que a operação está a ser manchada por graves irregularidades.

A Frelimo considerou uma "falácia" a acusação de que o recenseamento eleitoral está a ser manipulado a seu favor, enquanto a Renamo defende que a operação está a ser manchada por graves irregularidades.

O Instituto Eleitoral da África Austral (EISA), organização da sociedade civil da região, acusou ontem o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de reduzir o número de eleitores nas zonas dominadas pela oposição para as eleições gerais de Outubro próximo.

A acusação consta de um estudo intitulado "Uma análise a partir da distribuição das brigadas de recenseamento eleitoral para as eleições de 2019 em Moçambique", elaborado pela delegação em Moçambique daquela organização não-governamental da África Austral.

Reagindo à Lusa, o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, qualificou de uma "falácia" as constatações do estudo do EISA, assinalando que o partido no poder entra em todos os escrutínios para conquistar o eleitorado de todo o país.

"A Frelimo é um partido de base nacional, abraça todos os moçambicanos, não é um partido regional ou local para confinar a sua estratégia a este ou àquele círculo eleitoral", frisou.

Caifadine Manasse assinalou que a Renamo, principal partido da oposição, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, têm membros no STAE e na Comissão Nacional de Eleições para acompanharem e gerir os processos eleitorais.

O porta-voz da Renamo, José Manteigas, disse à Lusa que o recenseamento eleitoral está a ser marcado por "graves irregularidades" nas zonas favoráveis à oposição.

"As constatações do EISA são evidentes e críveis e, bem antes de serem publicadas, a Renamo já as tinha denunciado à Comissão Nacional de Eleições", declarou José Manteigas.

Nas zonas que tradicionalmente votam oposição, o registo de eleitores está a ser marcado por avarias nas máquinas, cortes de energia e abertura tardia dos postos de recenseamento, prosseguiu.

"Tudo isso é parte de uma estratégia para cansar e desmobilizar o eleitorado que potencialmente vai votar na oposição", acrescentou.

Na sua análise do recenseamento eleitoral, o EISA considera que "a distribuição das brigadas de recenseamento eleitoral foi para facilitar o registo de eleitores em zonas sob forte influência da Frelimo e reduzir o número de eleitores nas regiões sob domínio da oposição".

fonte: https://noticias.sapo.mz/actualidade/artigos/freli

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