Internacional

UE rejeita pena de morte na Indonésia como “resposta ao narcotráfico”

Friday, 24/04/2015 | 14:03 A União Europeia (UE) reafirmou nesta quinta-feira a sua oposição à pena de morte na Indonésia para traficantes de drogas, ao considerar que a medida "não é uma resposta ao narcotráfico", informou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, no momento em que Jacarta prepara dez novas execuções.

"A União Europeia opõe-se totalmente à pena de morte. Não pode ser uma resposta ao narcotráfico. Refiro-me ao francês Serge Atlaoui, que foi condenado pelas autoridades indonésias", disse Tusk.

Atlaoui, 51 anos, é um dos estrangeiros condenados à morte, ao lado do brasileiro Rodrigo Gularte, 42.

"Até o último momento, devemos fazer todo o possível para que esta execução não se realize", disse o presidente francês, François Hollande.

                       A procuradoria da Indonésia anunciou nesta quinta-feira que determinou a preparação das execuções de dez condenados por tráfico de drogas, mas não divulgou a data prevista para o fuzilamento. O pelotão de fuzilamento executará ao mesmo tempo os 10 condenados, que receberão o aviso de morte 72 horas antes.

Na terça-feira, o Supremo Tribunal da Indonésia rejeitou o último recurso de apelação de Atlaoui, que pedia a revisão do seu caso. Rodrigo Gularte havia apresentado um pedido de indulto ao presidente indonésio, Joko Widodo, que também foi negado.

Em Fevereiro, a presidente brasileira Dilma Rousseff negou-se a aceitar as cartas credenciais do novo embaixador da Indonésia devido à execução por fuzilamento do também brasileiro Marco Archer, em 18 de Janeiro.

 Na ocasião, junto ao brasileiro foram executados na Indonésia cinco condenados à morte, entre eles quatro estrangeiros. Depois de ter vencido as eleições e assumido o cargo em Outubro passado, uma das primeiras decisões do presidente Jokowi foi rejeitar todos os pedidos de indulto dos condenados à morte por tráfico de drogas.

fonte: portalangop.co.ao

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